domingo, 1 de julho de 2012

Luminaris (Luminaris) - 2011


   Um belo dia, eu estava brincando de fazer nada na internet, e eis que o YouTube me indica esse curta. De primeira fiquei um pouco receoso de assistí-lo por algum motivo desconhecido, mas acabei me admirando muito com a produção. Dá uma olhada!


   A história como vocês podem ver, é muito simples. Fala sobre uma sociedade que é regida pela Luz. Um homem que trabalha em uma fábrica de lâmpadas tem uma ideia, e tenta colocar ela em prática.
   Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira é um pouco mais imediata, que é a ideia de fazer um stop motion com pessoas, em vez de utilisar o tradicional live-action. Ainda não consegui me convencer de nenhum porquê para esse fato. Mas sei que gostei muito do efeito, ficou muito bom. 
   O segundo ponto é uma conclusão um pouco minha, sobre o porquê da lâmpada. Assim como já é tratado em muito desenhos antigos, quando alguém tem alguma ideia, uma lâmpada aparece em cima da cabeça da pessoa. Então talvez o personagem não apenas em uma fábrica de lâmpadas, e sim em uma fábrica de ideias. E agora outra coisa que eu considero uma metáfora, é que o ser humano passou a dominar uma energia que naturalmente só era produzida pela natureza (pelo Sol, pelo fogo, vaga-lumes), mas agora ele usa de artifícios para controlá-la e utilisá-la a seu favor.


   A trilha sonora é muito bacana também, e apesar do curta ser espanhol e tal, a música tem um "quê" de francês com aquela sanfoninha maldita que nos persegue em qualquer filme francófano.
    Mas é isso pessoal. Espero que vocês tenham gostado!


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sombras da Noite (Dark Shadows) - 2012


   Ontem assisti o filme que fez com que depois de algum tempo eu volte a acreditar na real essência e potencial do Tim Burton. 
    Barnabas Collins é filho de um casal que vem da Ingaterra para a América os Estados Unidos para tentar a vida como donos de uma empresa de pesca. Ele fica orfão e cresce solitário cuidando sozinho da mansão da família. Nesse tempo ele se apaixona por uma jovem, Josette, porém ela se suicida e pela dor da amada perdida brega pra caralho ele também pula do penhasco, os dois morrem e acaba a história. MENTIRA! Mas ele não morre porque a empregada da casa, que por acaso era uma bruxa, e ele também já tinha dado uns pegas, joga um feitiço e o transforma em um vampiro, que sendo imortal, sofreria para sempre por ter perdido seu amor. De resto é resto, aí vocês assistam o filme.
     Nesse filme é possível perceber as características que sempre foram tão marcantes nos filmes do Tim, e que por um tempo haviam sido perdidas. O exemplo clássico é a palidez dos personagens e o destaque aos olhos grandes e fundos! Mas o mais interessante é reparar que em alguns momentos você pode fazer ligações diretas com outros personagens de outros de seus filmes. 


                                  

     Nesse caso, é ainda mais engraçado porque Helena Bonham Carter interpreta tanto a Rainha de Copas em Alice, e também a Dra. Jullia Hoffman em Sombras da Noite. Percebam na cor do cabelo, na cor da maquigem, as sobrancelhas altas e a cara de sou superior e foda-se todo o resto.
     Existem outros casos, mas é interessante que vocês percebam isso. Qualquer coisa depois falem comigo que eu conto.
    Quanto a maquiagem, tenho que admitir que fazia tempo que não via uma tão boa. Tudo é muito caricato, e por vezes exagerado, mas de uma excelente qualidade. O que fizeram com o Johnny Depp foi absurdamente bom, afinal ele tem o rosto com traços muito femininos e finos, e no filme ele está com o queixo mais largo e com as maçãs do rosto bem fundas, o que além de dar uma expressão de doença e falta de vida, deixou o rosto dele mais masculino. Os olhos foram super destacados, e a boca, apesar de ser pequena, pela cor avermelhada do sangue, também foi destacado.


     A trilha sonora tem seus altos e baixos. Ela fica boa quando são tocadas músicas dos anos 80, em algumas cenas muito específicas. Mas de resto, nada muito especial, um suspense daqui outro dali, mas nada de inovador e nem que faça os ouvidos se espantarem.
     A fotografia, para mim, é o ponto alto do filme. Consegui ver o que eu sempre gostei nos filmes do Tim. As cores sempre muito mórbidas com respingos de cores muito vivas. E essas cores estão disseminadas tanto no figurino, como no cabelo dos personagens, na paisagem. Como por exemplo nessa cena.

                       

     Agora vamos falar de coisa séria: elenco. Eu não aguento mais ver a Helena e o Johnny nos filmes do Tim Burton, sério já deu. Apesar de terem novos nomes na produção, e ótimas atuações como a da Michelle Pfeiffer, da Chloë Grace Moretz (que fez A Invenção de Hugo Cabret) que teve uma das personagens mais engraçadas e excêntricas do longa, mas que tem um final nada a ver, mas enfim. Falando especificamente do Johnny Depp, afinal ele é o queridinho de todos, ele ainda não conseguiu largar seu carma, Jack Sparrow. Quando quando eu achei que ele tinha superado, ele em uma cena em que o personagem vê pela primeira vez o asfalto, ele anda exatamente igual o pirata, fiquei muito chateado quanto a isso, mas já percebi grandes melhoras.
     No geral, é um filme bem tranquilo, com um humor irônico que tira boas risadas de quem assiste o filme. O enredo ainda é previsível e às vezes um pouco desconexo, simplesmente sem explicações. Mas fiquei feliz porque vejo que o Tim voltou com seu estilo, depois de produções que por vezes, prefiro nem acreditar que foram dele, como por exemplo Alice no País das MaravilhaszZzZzZ.






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dia & Noite (Day & Night) - 2010

    

    Seguinte pessoas. Depois de quase dois meses sem escrever um post, por falta de tempo e outros motivos, enfim, eu volto pra falar sobre o meu curta de animação preferido. 
     Eu o assisti quando fui ver Toy Story 3, ele passou antes do filme começar e eu simplesmente me encantei pela simplicidade, genialidade, sensibilidade, muitos "-ades"...
      Aqui está ele, assistam em HD e fullscreen!


    Posso parecer muito criança, ou besta mesmo, não sei. Mas gente, sou o único que me diverti com esse curta?
     Sem mais, vamos falar sobre minhas opiniões e percepções. O curta traz uma dualidade que me encanta. O dia não existe sem a noite, e vice-versa. E mais do que isso, um existe em função do outro. E isso é muito bonito. Tem até uma música que o Lulu Santos canta, chamada Certas Coisas, e logo no início se ouve o seguinte: "Não existiria o som se não houvesse o silêncio / Não haveria a luz se não fosse a escuridão". Esse confronto acontece em todos os momentos da nossa vida, e o caso mais clássico é o amor e o ódio.
     Mas essa ligação é tão interessante, que em certo momento as coisas se misturam e o um vira o outro e o outro torna-se o um. Cada parte desse desse "dueto" deve aprender a conviver com a sua antítese, pois afinal um está inserido no outro. 
     Sem mais filosofias, falando mais da parte técnica, é nitida a simplicidade da ideia, que ambos os personagens, estão sozinhos em qualquer que seja o espaço onde estão inseridos, e as coisas acontecem dentro deles, o que eu entendo como eles mesmos sendo a Terra. A qualidade da animação é absurda, e por vezes pensei que esses personagens poderiam gerar um filme com um aspecto dual, em que duas histórias acontecem na mesma tela, ao mesmo tempo, e em determinada cena, elas se unem, e depois voltam a se separar. Coisas loucas da minha cabeça, mas eu pensei em um filme de romance, de amantes que estão separados pelo tempo. Juro que vou parar de fumar 
     Acho que falei demais, e coisas repetidas, mas porque é difícil exteriorizar meu sentimento por esse curta. Eu simplesmente, assisto, assisto, e assisto de novo, e nunca me enjôo.
      É isso gente, espero que tenham gostado. E promete que vou tentar escrever mais. Até.

domingo, 29 de abril de 2012

Balada do Amor e do Ódio (Balada Triste de Trompeta) - 2010


          E eu que pensei que os suecos conseguiam ser tensos, mas depois de assistir esse filme, percebi que Álex de la Iglesia, diretor e escritor espanhol, conseguiu criar uma obra que beirou a doença! Tá, posso estar exagerando mas fiquei abismado com o filme. 
     Durante a Guerra Civil Espanhola, um grupo de militares invade um circo e convida todos a participarem da luta, porém um dos palhaços nega porque afinal estavam no meio de crianças e idosos, por essa falta de compromisso com o país ele é preso e Javier, seu filho, o visita depois da Guerra e é avisado pelo pai que a vingança era a única forma de viver! Com esse trauma Javier cresce, e por conselho do pai, e segue a vida como palhaço-triste. Ao conseguir emprego em um circo, se apaixona por uma trapezista, Natália, que namora o palhaço-feliz, Sérgio, o qual é machista e violento. Javier não aguenta ver seu amor nas mãos de um homem que a maltrata, e em um ato de fúria, agride Sérgio com uma trompeta! Depois disso, Javier foge e começa seu plano de vingança contra aqueles que mataram seu pai, e também contra Sérgio. O desfecho é um dos mais trágicos que eu já vi, muito dramático e teatral!

Javier quando criança

Triângulo insanamente amoroso
       A maquiagem é simplesmente incrível e muito, mas muito mesmo, freak. O que por muitas vezes lembrou a maquiagem do Heath Ledger no papel do Coringa. 




      Tem alguns efeitos especiais que sinceramente são terríveis, e dão até vergonha, mas eu não tiro o mérito do filme por caudas disso!
       Vamos falar de coisa boa. Sério, que fotografia foda, traz cores de sujeira, pouquíssimas cores quentes, o que consequentemente traz uma frieza sinistra pra obra. O circo, assim como em Carnivàle, é mostrado como um lugar sujo, com relacionamentos complicados entre os artistas e a questão da hereditariedade de funções no circo. 
       O filme é simplesmente pertubador, para quem assim como eu que não gosta de muito de palhaços, a coisa piora bastante. Os dois palhaços do filme mostram uma coisa que eu sempre achei bem realidade. A maquagem que eles usam é uma maneira de se esconder atrás de uma "verdade" que não existe. A vida que eles vivem não tem nada a ver com o personagem que vivem sob a lona. 
        No decorrer do filme, acontecem diálogos muito bons, com frases de grande impacto, e que para mim foram as grandes marcas da película. A que mais me marcou foi a do pai de Javier, que aparece em uma de suas alucinações: "O humor são para os fracos. Se não acha divertido, amedontre-os."


        Só assistindo pra entender do que eu estou falando!





quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma Doce Mentira (De Vrais Mensonges) - 2011


         A verdade é que eu adoro filmes franceses, nem sempre pelas histórias e tal, mas sim porque eu acho o francês uma língua muito bonita com uma fluência e ritmo diferente. Por isso e por outros motivos eu decidi assistir esse filme. Claro também porque nele a Audrey Tautou, conhecida mais por Amelie Poulain, atua e eu acho ela super fofa e bonita.
         Então, assim como outros filmes franceses o enredo não é nada complexo, mas de uma sensibilidade tão bacana, conseguindo trabalhar o romance e a comédia, de uma forma leve e ingênua, o que particularmente me interessa muito. 
       Émilie (Audrey) é sócia de um salão de cabeleleiros e certo dia recebe uma carta de amor de um admirador secreto, mas o que ela não sabe é que este trabalha no salão. Émilie tem a ideia de mandar essa mesma carta para a mãe, Maddy, que está passando por uma fase difícil após o marido tê-la deixado. Maddy fica encantada e começa a esperar por mais cartas, e a filha continua escrevendo. Um dia Émilie pede a Jean, o "admirador secreto", enviar uma das cartas, porém ele sem selo decidi deixar ele mesmo a carta na casa de Maddy, e é aí que a confusão começa, pois ela acha que Jean realmente a ama, e está apaixonado. Nesse contexto que aocntece o desenrolar da história.

Émilie e sua mãe, Maddy

     A fotografia do filme é simplista porém bem naturalista por ser um filme que se trata de um acontecimento que está inserido no cotidiano das personagens, ou seja, nada de extraordinário. O mais impressionante é que a trilha sonora não é enjoativa como em tantos outros filmes qe se passam na França, com todas aquelas sinfoninhas e blá blá blá.
        Os diálogos são de um senso de humor polido, que passa longe kilômetros eu diria de um besteirol. Claro que você não vai chorar de rir, mas é o sufciente para trazer risinho e bem estar.
        Agora o mais legal é o nome do filme, que no caso eu prefiro em português mesmo, muito raro isso acontecer. A mentira pode ser doce, assim como encantou Maddy, mas ela só funciona se for de uma maneira controlada. Assim que ela sai do controle, pode vir a causar grandes problemas. Mas ainda continuo achando que esse tipo de mentira, se bem usada pode ser bacana!

Maddy tentando seduzir Jean


domingo, 1 de abril de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games) - 2012


     Vamos lá, depois de um tempo sem escrever, porque afinal o semestre recomeçou de verdade, eu venho dar minhas opiniões sobre o que ao me parece pode e tem potencial para ser mais um Blockbuster infanto-juvenil.
       A história do filme, que foi baseada no livro homônimo, tem uma complexidade que ao que me parece não foi muito bem explorada, e conversando com meus amigos que já leram o livro, já me adinataram que o filme é muito "leve" e que toda a violência original não acontece no filme. 
     A história se passa em um futuro onde após uma guerra, um país é dividido em 13 distritos mais a capital. Após serem acusados de traição, a cada ano cada distrito deveria "oferecer" dois tributos, pessoas, para um jogo, os Jogos Vorazes, que nada mais é do que um reality show, onde cada participante deve matar, isso mesmo, matar os outros participantes até sobrar apenas um! É basicamente isso!


       Na verdade nem tenho muito o que falar, porque o filme é bom, eu só esperava uma coisa mais tensa, mais adulta e nada de romancezinhos juvenis.
       Quanto as partes técnicas, acho válido ressaltar que a trilha sonora é muito boa e envolvente, as cenas tem umas tomadas muito boas, o figurino é excelente, e no mais não tenho muito o que falar! É bom, mas não emociona, e por favor não deveria ser comparada com a série Harry Potter!

Um salve pro figurinista da Lady Gaga que colaborou na produção!
     Sei que esse post tá simples até demais, mas é porque não tenho muito o que acrescentar mesmo!





segunda-feira, 19 de março de 2012

Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune) - 1902


     Sério, eu acho que nunca dei tanto valor à internet como estou dando nesse momento. Graças a ela eu consegui ver um curta de 110 anos atrás. Não sei se vocês fazem ideia do quanto isso é louco. 
      Esse curta com cerca de 14 minutos, mostra um grupo de estudiosos que resolvem ir a Lua. Constroem um foguete, que mais se parece com uma bala de revólver, que é lançado em direção a Lua, que é um tanto quanto antropomórfica com olhos, boca e tudo mais. Lá os 6 passageiros se deparam com uma realidade diferente e com seres que os apisionam e os levam para o seu reino. Depois eles conseguem escapar e voltam para a Terra.


    Essa produção é considerada como a mãe do que depois viria a se desenvolver como a ficção cinetífica. Ela impressiona pela qualidade, para a época dos efeitos especiais e suas inovações. Mèliès, que é o produtor/diretor/ator do filme, foi ator de teatro e mágico, e sempre teve vontade de trazer a magia e mistério de uma de suas profissões para dentro das telas, e foi assim que ele começou a ter suas ideias cinematográficas.
 

     O curta é inovador desde o momento que ele faz efeitos de fade in e out entre as cenas, as bombas de fumaça,  o cenário, e principalmente em sua colorização que foi feita a mão e quadro por quadro.
Sem palavras!

P.S.: E pra quem tiver aquela preguiça de pesquisar como eram feitos os efeitos pode assistir A Invenção de Hugo Cabret, que conta um pouco da história de Mèliès e como ele fazia seus filmes, não chega a ser um documentário, mas é uma breve referência!