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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dia & Noite (Day & Night) - 2010

    

    Seguinte pessoas. Depois de quase dois meses sem escrever um post, por falta de tempo e outros motivos, enfim, eu volto pra falar sobre o meu curta de animação preferido. 
     Eu o assisti quando fui ver Toy Story 3, ele passou antes do filme começar e eu simplesmente me encantei pela simplicidade, genialidade, sensibilidade, muitos "-ades"...
      Aqui está ele, assistam em HD e fullscreen!


    Posso parecer muito criança, ou besta mesmo, não sei. Mas gente, sou o único que me diverti com esse curta?
     Sem mais, vamos falar sobre minhas opiniões e percepções. O curta traz uma dualidade que me encanta. O dia não existe sem a noite, e vice-versa. E mais do que isso, um existe em função do outro. E isso é muito bonito. Tem até uma música que o Lulu Santos canta, chamada Certas Coisas, e logo no início se ouve o seguinte: "Não existiria o som se não houvesse o silêncio / Não haveria a luz se não fosse a escuridão". Esse confronto acontece em todos os momentos da nossa vida, e o caso mais clássico é o amor e o ódio.
     Mas essa ligação é tão interessante, que em certo momento as coisas se misturam e o um vira o outro e o outro torna-se o um. Cada parte desse desse "dueto" deve aprender a conviver com a sua antítese, pois afinal um está inserido no outro. 
     Sem mais filosofias, falando mais da parte técnica, é nitida a simplicidade da ideia, que ambos os personagens, estão sozinhos em qualquer que seja o espaço onde estão inseridos, e as coisas acontecem dentro deles, o que eu entendo como eles mesmos sendo a Terra. A qualidade da animação é absurda, e por vezes pensei que esses personagens poderiam gerar um filme com um aspecto dual, em que duas histórias acontecem na mesma tela, ao mesmo tempo, e em determinada cena, elas se unem, e depois voltam a se separar. Coisas loucas da minha cabeça, mas eu pensei em um filme de romance, de amantes que estão separados pelo tempo. Juro que vou parar de fumar 
     Acho que falei demais, e coisas repetidas, mas porque é difícil exteriorizar meu sentimento por esse curta. Eu simplesmente, assisto, assisto, e assisto de novo, e nunca me enjôo.
      É isso gente, espero que tenham gostado. E promete que vou tentar escrever mais. Até.

quarta-feira, 7 de março de 2012

James e o Pêssego Gigante (James and the Giant Peach) - 1996

     Hoje, depois de ver que um clássico de um dos meus diretores preferidos vai ser relançado, bateu uma saudadezinha da época em que o Tim Burton fazia filmes que realmente valiam a pena serem assistidos e que enchiam os olhos com toda sua inovação e irreverência. não que ele tenha parado de fazer grandes produções mas Planeta dos Macacos e Alice foram um fiasco pra uma pessoa que nem ele. Enfim...
     James vivia uma vida feliz e sem preocupações com os pais, até que um dia eles morrem e o menino fica órfão e vai morar com as tias malvadas. Um de seus sonhos era sair da Europa e ir conhecer NY porque o pai havia dito que lá era onde os sonhos se tornavam realidade. Pausa para referência. O filme foi produzido pela Disney e "Where dreams come true" viria a se tornar um dos maiores slogans da produtora por muito tempo, e perdura até hoje. Continuando... Um dia encontra um velho que entrega a ele um saco com bichinhos verdes e saltitantes que dizia serem mágicos. Eles tinham o poder de transformar as coisas. O menino deixa cair os bichinhos que fazem que um pêssego gigante creça na árvore que fica nos terrenos de sua casa. Ele em uma noite entra dentro do pêssego, conhece insetos gigantes e saem juntos em busca de aventuras.
     Uma das coisas mais notáveis do filme com certeza é a dulidade live-action e animação em stopmotion que acontece no filme. Essa diferença faz com que a barreira da realidade seja quebrada e destacada. Enquanto o filme é realista é em live-action e quando se torna fantasioso acontece em animação. Porém no final do filme essas duas técnicas são usadas juntas, unindo a fantasia com a realidade.

Live-action
Stopmotion
     Assim como todos os vilões criados por Tim, as tias de James são extramamente caricatas. Mulheres pobres que querem ser ricas e tentar aparentar uma condição que não tem. Isso é explicitado com o excesso de maquiagem e adereços das roupas.

Tias de James
     Apesar de adorar o Tim, acho que ele teve um pequeno problema ou não quando criou um de seus filmes mais famosos, O Estranho Mundo de Jack. Seu estilo ficou tão marcante quando se trata de esqueletos e fantasmas, que em um momento em James e o Pêssego Gigante, eu juro que vi personagens que poderiam estar em outros tantos filmes do diretor. Isso se repete nesses dois filmes, no curta Vincent (primeira animação dele em 1982), posteriormente em A Noiva Cadáver e em Frankenweenie (será lançado esse ano, baseado em seu filme de 1984). A grande característica são os olhos grandes, bem arredondados, ou apenas os buracos em uma caveira, cabeças maiores que o corpo e bem arredondadas, e o corpo extremamente magro.
James e o Pêssego Gigante
O Estranho Mundo de Jack
Vincent
A Noiva Cadáver
Frankenweenie
     Outro detalhe bacana é a trilha sonora assinada por Randy Newman, que ficou bem conhecido pela música You've Got a Friend in Me do filme Toy Story. Não chega a ser um musical como em O Estranho Mundo de Jack, mas por vezes a música realiza quase a mesma função, colocar pra fora uma história ou situação cantada.
   Gosto muito do filme por ter um enredo super tranquilo e nada complexo, porém com uma carga de ensinamentos bem bacanas, como por exemplo: O sonho é o começo de tudo; Tentar ver a realidade de uma outra forma: e por aí vai!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) - 1991

É o seguinte, assisti A Bela e a Fera 3D. Minhas opiniões são singelas a dizer que achei o 3D muito bom, lembrando que não é uma animação feita por computador o que dificulta bastante o trabalho. Só a sensação de vê-lo em uma tela grande e com o som alto já é mágico. Acho que eles foram o primeiro casal digno de emoção, porque antes os amores eram extremamente utópicos. A princesa estava cantando na floresta feliz e contente para os animaizinhos, do nada aparece um príncipe e pronto, estavam apaixonados. Todos nós sabemos que a vida não é assim, então acho que a Fera foi o primeiro príncipe digno de ficar com a mocinha, pois ele teve que conquistá-la e ela aprender a conviver com alguém que nem ao menos era da mesma "raça", até então. Continuo considerando essa animação como uma das mais "belas" que a Disney já fez, com personagens carismáticos, músicas envolventes e enredo impecável!
E assim, pra mim a música mais bonita nem de perto é a da parte que eles dançan naquele salão maravilhoso. O prólogo simplesmente tem a melodia que consegue emocionar a todos, principalmente com o narrador contando a história da feiticeira, que por acaso é a essência de todo o filme!