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domingo, 1 de abril de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games) - 2012


     Vamos lá, depois de um tempo sem escrever, porque afinal o semestre recomeçou de verdade, eu venho dar minhas opiniões sobre o que ao me parece pode e tem potencial para ser mais um Blockbuster infanto-juvenil.
       A história do filme, que foi baseada no livro homônimo, tem uma complexidade que ao que me parece não foi muito bem explorada, e conversando com meus amigos que já leram o livro, já me adinataram que o filme é muito "leve" e que toda a violência original não acontece no filme. 
     A história se passa em um futuro onde após uma guerra, um país é dividido em 13 distritos mais a capital. Após serem acusados de traição, a cada ano cada distrito deveria "oferecer" dois tributos, pessoas, para um jogo, os Jogos Vorazes, que nada mais é do que um reality show, onde cada participante deve matar, isso mesmo, matar os outros participantes até sobrar apenas um! É basicamente isso!


       Na verdade nem tenho muito o que falar, porque o filme é bom, eu só esperava uma coisa mais tensa, mais adulta e nada de romancezinhos juvenis.
       Quanto as partes técnicas, acho válido ressaltar que a trilha sonora é muito boa e envolvente, as cenas tem umas tomadas muito boas, o figurino é excelente, e no mais não tenho muito o que falar! É bom, mas não emociona, e por favor não deveria ser comparada com a série Harry Potter!

Um salve pro figurinista da Lady Gaga que colaborou na produção!
     Sei que esse post tá simples até demais, mas é porque não tenho muito o que acrescentar mesmo!





domingo, 11 de março de 2012

John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter) - 2012


    Após um pequeno mal entendido, e uma grande falha, eu resolvi dar uma melhorada no post. Fui lembrado por um amigo que o filme é baseado em uma obra de Edgar Rice Burroughs, mesmo autor de Tarzan, e uma das grandes marcas dele, é que normalmente seus livros eram quase ensaios sobre sociologia, porém escritos de maneira lúdica.    
     John Carter é um veterano de guerra, que vivia a procura de cavernas de ouro. Certo dia ao entrar em uma, mata um homem que estava dentro dela e pega um medalhão que estava em sua mão, e inexplicávelmente é transportado para Marte, ou como é chamado no filme de Basroom. Lá ele se depara com a dificuldade de adaptação com a gravidade que é diferente da Terra, e sem querer cai na mão de uma tribo que acredita que ele possa salvar o planeta deles de uma guerra civil, e destruição de todo seu povo.
     Estava super ansioso pra ver esse filme. Primeiro porque sabia que ia ser uma superprodução e segundo porque é o primeiro filme da Pixar gravado em live action. E pensando que o diretor é o Andrew Stanton, que eu tanto gosto, e foi diretor de Procurando Nemo e Wall-e, imaginei que ele não faria uma obra ruim, logo em sua estréia nesse estilo de filme.


      Fui ao cinema imaginando uma coisa e voltei achando outra. Na verdade, não vi nada de muito especial no filme, e por vezes o achei repetitivo e com uma narração um pouco lenta. Fora que pra mim foi quase um mashup não sei se esse termo é aplicado ao cinema. Personagens e criaturas que parecem ter vindo do filme Avatar, porém fui atentado por um amigo que James Cameron já admitiu que Pandora foi toda baseado na obra de Edgar, mas para quem não conhece esse fato, assim como eu, é surpreendido com essa semelhança. Desertos que parecem do Star Wars, e uma cena que visualmente ficou muito parecida com cenas do filme Gladiador, e a "arena" faz claras referências ao Coliseu. E as semelhanças não param por aí, fora os personagens, a semelhança com Avatar também está no enredo, do protagonista conseguir viver em um "mundo paralelo" e também de querer salvar o mundo dos outros e não o dele vai entender né!. Pra variar ele se apaixona por uma biscate muito gata mulher em Marte, e juntos conseguem salvar tudo. Uhuuuuuul só que não. A similaridade entra no mesmo contexto das criaturas e personagens, quem copiou tudo foi James Cameron.

Proporção de altura entre o humano e os N'avi verdes e com quatro braços
      Mas agora vamos falar das coisas boas. Fotografia muito bonita das cenas em Marte. Efeitos visuais que foram muito bem feitos. Um personagem muito carismático, um cachorro/monstro. Trilha sonora que por vezes me lembrou Star Wars e tal, mas mesmo assim conseguiu me impressionar pela sensação de grandiosidade. E agora o melhor, o final foi realmente bem bacana e bem pensado, nada muito complexo, porém fiquei surpreso com a criatividade.

Personagem mais carismático
     Meu amigo, que já leu o livro, disse que a história foi um pouco modificada pra variar o que ao meu ver pode ter tirado um pouco do encanto da história, pelo menos pra mim. Mas esse fato fez com que eu me interessasse mais ainda pela obra de Edgar, já que já li Tarzan e achei ótimo.   
    O filme me desapontou bastante, mas acho que vale a pena assistir mais pelos efeitos e músicas. Acho que o pior foi a adaptação do roteiro.

P.S.: Nem compensa assistir em 3D.
P.S.2: Valeu Diogo Lins por ter puxado minha orelha em não ter atentado que o filme era uma adaptação.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) - 2011


     Acabei de voltar do cinema satisfeito com a escolha do filme. A Invenção de Hugo Cabret é a obra com maior número de indicações ao Oscar desse ano, seguido de O Artista que eu devo ver amanhã.
     Hugo Cabret é um menino, que depois de ficar órfão, vai morar com o tio que é quem dá corda nos relógios em uma estação de trem de Paris. O menino guarda um autômato robô que o pai, que era relojoeiro, encontrou abondanado no depósito de um museu que trabalhava. Hugo, após a morte do pai, tenta de maneira incansável consertar o autômato achando que ali poderia estar uma mensagem que seu pai havia deixado para ele. 

Hugo, seu pai e o autômato
     A fotografia é uma das mais bonitas que eu vi em filmes desses tempos. Usa e abusa do azul e do laranja/amarelo, por vezes juntos ou em cenas praticamente monocromáticas. Isso fez que Paris ficasse ainda mais linda, e destacasse as luzes do filme. O azul foi bem usado quando em cenas externas, na cidade, nas ruas. O laranja/amarelo, em cenas em locais fechados, na estação e principalmente quando Hugo estava entre as engrenagens dos relógios, o que foi bem bem feito e por vezes parece que o filme foi gravado com filtro sépia.

Azul e amarelo/laranja explorados até nos cartazes
       A trilha sonora apesar de ser um pouco repetitiva, com estilo francês e aquela sanfoninha tocando em todos os momentos, tem uma sacada que eu achei bem legal. Nas cenas de maior ação, perigo ou coisas nesse estilo, a música tocada é bem mais rápida e impactante, porém lá no fundo se você aguçar o ouvido, você ainda consegue ouvir o acordeon tocando. Esse detalhe fez com que fosse criada uma harmonia e unidade em toda a trilha, e isso me agradou bastante.
     Excelentes atuações de muitos personagens. Asa Butterfield que interpreta Hugo, está muito bem, reafirmando seu potencial que foi demonstrado em O Menino do Pijama Listrado. Chloë Moretz que faz Isabelle, conseguiu expressar o tom aventureiro e o jeito de falar com palavras difíceis de maneira polida e elegante. Fora eles, atuações bem boas, mas ficar falando de um por um fica tenso em um post só.


        Agora o mais legal do roteiro, enredo e tudo o mais. É um filme que fala sobre o cinema. Conta um pouco da história de George Méliès (suspeito que parte da biografia citada no filme seja fictícia) que foi um dos grandes, senão o primeiro cineasta a ousar nos efeitos especiais. Mostrando em algumas cenas como eram pensados e produzidos esses efeitos, e o mais legal de tudo, os filmes coloridos que eram pintados quadro a quadro e a mão. Esse aspecto de falar sobre cinema em filmes é meio que uma metalinguagem, esse que também acontece em um filme que eu adoro que é Cantando na Chuva e também já fiquei sabendo que tem n'O Artista. Isso ficou legal no cinema, mas se você pensar que o filme é a adaptação de um livro, de mesmo nome, talvez todo esse encanto não existe quando você lê o livro.
     Scorsese em sua primeira produção infantil e também em 3D nos presenteou com uma belíssima pródução que já ganhou um Globo de Ouro, de melhor diretor, e é um dos preferidos a ganhar várias estatuetas esse ano no Oscar, sendo ele indicado em 11 categorias.

Obs.: Tem dois momentos que me senti meio autista fazendo referências com A Origem e Crônicas de Nárnia. Quem ver, acho que vai sacar!